URGENTE: Justiça aceita denúncia e torna réu ex-prefeito Éric Costa por suposto esquema de compra de Caixões

O Ministério Público acusa Eric Costa de ter praticado irregularidades em uma licitação para compra de caixões. Além dele, o juiz tornou réus uma empresa e mais seis pessoas acusadas de participação em um suposto esquema.

O juiz Antônio Elias de Queiroga Filho titular da 1ª vara da Comarca de Barra do Corda atendeu de início no dia 6 de outubro de 2021 dois pedidos do Ministério Público do Maranhão e determinou o bloqueio dos bens do ex-prefeito de Barra do Corda Eric Costa, uma empresa funerária e mais seis pessoas.

Além dos bloqueios de bens dos envolvidos na licitação, o magistrado recebeu a denúncia e tornou-os réus no caso.

Segundo o Ministério Público, Eric Costa na qualidade de prefeito praticou irregularidades em licitações e contratações de empresa prestadora de serviços funerários L.P.S DA SILVA-ME , no valor de R$ 215.000,00 (duzentos e quinze mil reais).

O promotor de Justiça Guaracy Martins Figueiredo e a equipe técnica da Procuradoria de Justiça detectaram as seguintes irregulares nos processos licitatórios. Veja abaixo;

1.1. Pregão Presencial nº. 075/2015 – Contratação da empresa L.P.S. DA SILVA FUNERÁRIA, para prestação de serviços fúnebres com fornecimento de urna mortuária, traslado e serviços complementares, com valor estimado em R$ 90.000,00 (noventa mil reais), exercício de 2015. O Parecer técnico ministerial constatou as seguintes irregularidades:

(a) Ausência de autorização, emitida pela autoridade competente, para a realização da licitação, conforme prevê o Decreto nº. 3.555/2000, anexo I, art. 7º, I e art. 21, V. Há apenas a solicitação de autorização, pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, para a abertura de procedimento licitatório;

(b) Ausência de informação quanto ao saldo de dotação orçamentária, conforme art. 7º, § 2º, III, da Lei 8.666/93 c/c Art. 21, IV do Anexo I do Decreto nº 3.555/2000. Consta apenas uma rubrica orçamentária na qual será contabilizada a despesa decorrente da realização do objeto da licitação;

(c) Ausência do responsável pela elaboração do termo de referência apresentado, não constando a quantidade de urnas a serem oferecidas por item, nem seus valores totais, apresentando apenas o valor unitário;

(d) Ausência de minuta do edital da licitação no processo, desatendendo o art. 38, parágrafo único da Lei 8.666/93;

(e) Edital do pregão assinado pelo Pregoeiro, Senhor João Caetano de Sousa, sem que fosse discriminado o rol de atribuições, violando-se o Decreto 3.555/2000, Anexo I, art. 9º, I e IX e Decreto 5.450/2005, art. 11, II;

(f) Ausência de códigos de acesso ao edital pelos meios de comunicação à distância, violando-se o art. 40, VIII da Lei 8.666/93 e art. 11, Anexo I do Decreto 3.555/2000, o que resultou na restrição de participação de outras empresas no certame, justamente por não poderem se deslocar até o município de Barra do Corda, diminuindo o caráter competitivo;

(g) Ausência de certidão simplificada da Junta Comercial do Estado, conforme solicitado no item 6.1.4. do Edital;

(h) Ausência de certidão negativa de dívida ativa do domicílio ou sede do licitante;

(i) A proposta de preços da empresa licitante não consta o valor total da proposta, a quantidade de urnas a serem fornecidas por item e os seus valores totais, apresenta apenas o seu valor unitário;

(j) Ausência de cláusulas contratuais no contrato administrativo, que regulem os casos omissos, em desacordo com o art. 55, XII, da Lei 8.666/93;

(k) Ausência de publicação do contrato na imprensa oficial no prazo de 05 (cinco) dias úteis do mês subsequente à assinatura do contrato, em violação à regra do art. 61, parágrafo único, da Lei 8.666/93.

1.2. Pregão Presencial nº. 060/2013 – Contratação da empresa L.P.S. DA SILVA FUNERÁRIA, para prestação de serviços fúnebres com fornecimento de urna mortuária, traslado e serviços complementares, com valor estimado em R$ 75.000,00 (setenta e cinco mil reais), exercício de 2013. O Parecer técnico ministerial constatou as seguintes irregularidades:

(a) Ausência de autorização, emitida pela autoridade competente, para a realização da licitação, conforme prevê o Decreto nº. 3.555/2000, anexo I, art. 7º, I e art. 21, V. Há apenas a solicitação de autorização, pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, para a abertura de procedimento licitatório;

(b) Ausência de informação quanto ao saldo de dotação orçamentária, conforme art. 7º, § 2º, III, da Lei 8.666/93 c/c Art. 21, IV do Anexo I do Decreto nº 3.555/2000. Consta apenas uma rubrica orçamentária na qual será contabilizada a despesa decorrente da realização do objeto da licitação;

(c) Ausência de justificativa para a contratação, conforme Decreto 3.555/2000, Anexo I, art. 8º, III, “b” e Lei 10.520/2002, art. 3º, I e III;

(d) Ausência de termo de referência, contendo descrição detalhada do objeto, orçamento estimado de custos e cronograma físico-financeiro de desembolso;

(e) Ausência de minuta do edital da licitação no processo, desatendendo o art. 38, parágrafo único da Lei 8.666/93;

(f) Ausência de processo de designação de pregoeiro e da equipe de apoio;

(g) Ausência de pesquisa de preços de mercado pela Administração Pública de Barra do Corda (art. 43, IV, da Lei 8.666/93);

(h) Ausência do custo estimado do objeto a ser licitado no Edital da licitação (art. 40, X, da Lei 8.666/93). A norma visa à prevenção de preços incompatíveis com o valor de mercado, já que os licitantes teriam conhecimento prévio do limite máximo que a Administração Pública estaria disposta a pagar pelo objeto;

(i) Ausência do rol de atribuições do pregoeiro João Caetano de Sousa;

(j) Ausência de códigos de acesso ao edital pelos meios de comunicação à distância, violando-se o art. 40, VIII da Lei 8.666/93 e art. 11, Anexo I do Decreto 3.555/2000, o que resultou na restrição de participação de outras empresas no certame, justamente por não poderem se deslocar até o município de Barra do Corda, diminuindo o caráter competitivo;

(k) Ausência de solicitação pelo edital do certame quanto à comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e compatível com as características, quantidade e prazos com o objeto de licitação (art. 30, II, § 1º da Lei 8.666/93);

(l) Ausência de certidão simplificada da Junta Comercial do Estado, conforme solicitado no item 6.1.4. do Edital;

(m) Ausência de certidão negativa de dívida ativa do domicílio ou sede do licitante;

(n) Homologação do certame assinada pelo Senhor Oilson de Araújo Lima, Coordenador de Receita e Despesas sem que haja Decreto Municipal ou outro instrumento que delegue poderes para tanto;

(o) Ausência de cláusulas contratuais no contrato administrativo, que regulem os casos omissos, em desacordo com o art. 55, XII, da Lei 8.666/93;

1.3. Pregão Presencial nº. 049/2014 – Contratação da empresa L.P.S. DA SILVA FUNERÁRIA, para prestação de serviços fúnebres com fornecimento de urna mortuária, traslado e serviços complementares, com valor estimado em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), exercício de 2014. O Parecer técnico ministerial constatou as seguintes irregularidades:

(a) Ausência de autorização, emitida pela autoridade competente, para a realização da licitação, conforme prevê o Decreto nº. 3.555/2000, anexo I, art. 7º, I e art. 21, V. Há apenas a solicitação de autorização, pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, para a abertura de procedimento licitatório;

(b) Ausência de informação quanto ao saldo de dotação orçamentária, conforme art. 7º, § 2º, III, da Lei 8.666/93 c/c Art. 21, IV do Anexo I do Decreto nº 3.555/2000. Consta apenas uma rubrica orçamentária na qual será contabilizada a despesa decorrente da realização do objeto da licitação;

(c) Ausência de justificativa para a contratação, conforme Decreto 3.555/2000, Anexo I, art. 8º, III, “b” e Lei 10.520/2002, art. 3º, I e III;

(d) Ausência de termo de referência, contendo descrição detalhada do objeto, orçamento estimado de custos e cronograma físico-financeiro de desembolso;

(e) Ausência de minuta do edital da licitação no processo, desatendendo o art. 38, parágrafo único da Lei 8.666/93;

(f) Ausência de pesquisa de preços de mercado pela Administração Pública de Barra do Corda (art. 43, IV, da Lei 8.666/93);

(g) Ausência do rol de atribuições do pregoeiro João Caetano de Sousa (art. 9º, I a IX do Anexo I do Decreto 3.555/2000 c/c art. 11, II, do Decreto 5.450/2005).

(h) Ausência de códigos de acesso ao edital pelos meios de comunicação à distância, violando-se o art. 40, VIII da Lei 8.666/93 e art. 11, Anexo I do Decreto 3.555/2000, o que resultou na restrição de participação de outras empresas no certame, justamente por não poderem se deslocar até o município de Barra do Corda, diminuindo o caráter competitivo;

(i) Ausência de certidão simplificada da Junta Comercial do Estado, conforme solicitado no item 6.1.4. do Edital;

(j) Ausência de certidão negativa de dívida ativa do domicílio ou sede do licitante;

(k) Ausência da quantidade de urnas a serem oferecidas por item e os seus valores totais na proposta de preços apresentada pela empresa licitante, constando apenas o seu valor unitário;

(l) Homologação do certame assinada pelo Senhor Oilson de Araújo Lima, Coordenador de Receita e Despesas sem que haja Decreto Municipal ou outro instrumento que delegue poderes para tanto;

(m) Ausência de cláusulas contratuais no contrato administrativo, que regulem os casos omissos, em desacordo com o art. 55, XII, da Lei 8.666/93;

Oficiado o gestor municipal, ora réu, para sanar as irregularidades, constatou-se que ainda permaneceram as seguintes: (1) Referente ao pregão presencial 049/2014 as dos itens “b”, “g”’, “h”, “k” e “m”; (2) Referente ao pregão presencial 075/2015 as dos itens “b”, “c”, “f”, “g”, “j”, “k” e “l”; (3) e Referente ao pregão presencial 060/2013 as dos itens “b”, “d”, “f”, “h” “i”, “j” e “o”.

Ao analisar os pedidos na última quarta-feira, 6 de outubro de 2021, o juiz Queiroga Filho disse o seguinte; “Os fatos imputados aos réus configuram, em tese, atos de improbidade administrativa, ainda mais pelos indícios de irregularidades na contratação como apontado na exordial”.

“Dessa forma, o fato de ser delegante ou delegatório, por si só, é indício de irregularidade, porém, aferir se o ato foi praticado por dolo ou culpa, causou prejuízo ao erário ou enriquecimento ilícito, é situação que demanda, sem dúvida alguma, dilação probatória. Somente após a devida instrução processual, com a produção de provas documental e/ou oral, é que a cognição dos fatos e provas será completa, ocasião em que se poderá firmar (ou não), em um juízo de maior certeza, se houve ato de improbidade, a eventual modalidade do ato, quem foram efetivamente os responsáveis e os eventuais danos causados ao erário”, disse o magistrado.

E concluiu a decisão tornando réus o ex-prefeito Eric Costa, a empresa funerária e mais seis pessoas.

Diante do exposto, RECEBO A AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA contra os WELLRYK OLIVEIRA COSTA DA SILVA; WILSON ANTÔNIO NUNES MOUZINHO; FRANCISCO DE ASSIS FONSECA FILHO; JOÃO CAETANO DE SOUSA; OILSON DE ARAÚJO LIMA; EMANUELA DE LUCENA LEMOS; L. P. S. DA SILVA FUNERÁRIA-MA; LUÍS PEDRO SANTOS DA SILVA, por estarem preenchidos os requisitos de admissibilidade da Lei 8.429/92.

Citem-se os réus, pessoalmente, para, querendo, apresentarem defesa prazo de 15 (quinze) dias.

Serve a presente decisão como mandado de citação.

Barra do Corda, Quarta-Feira, 06 de Outubro de 2021.

Antônio Elias de Queiroga Filho

Juiz de Direito Titular da 1ª Vara da Comarca de Barra do Corda

Fonte: Minuto Barra

Deu no Estadão: Polícia Federal investiga Josimar Maranhãozinho por venda de emenda

A Polícia Federal investiga pelo menos três deputados e um senador sob suspeita de participarem de um esquema de “venda” de emendas parlamentares no Congresso. Um deles é o deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), que já foi alvo de operação no fim do ano passado por desvios de dinheiro público em contratos da área da saúde firmados entre prefeituras e empresas do próprio deputado. Os nomes dos demais investigados ainda estão sob sigilo.

Como o Estadão mostrou na quarta-feira, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, admitiu, em audiência na Câmara, “não ter dúvida” de que há corrupção envolvendo recursos federais indicados por parlamentares via emendas. Ao ser questionado sobre o orçamento secreto, esquema montado pelo governo de Jair Bolsonaro para aumentar sua base eleitoral no Congresso, Rosário afirmou que sua pasta e a PF investigam a venda de emendas e que, em breve, deve haver novidades.

Há pelo menos dois inquéritos sigilosos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o esquema, batizado de “feirão das emendas” por deputados e assessores. A suspeita é de que parlamentares cobram comissão para indicar recursos do Orçamento a uma determinada prefeitura. O dinheiro seria pago por empresas interessadas nas obras e serviços ou pelo próprio agente público.

No caso de Maranhãozinho, a Operação Descalabro, deflagrada em dezembro, apontou que ele indicou um total de R$ 15 milhões em emendas para fundos de saúde controlados por prefeituras maranhenses, que, por sua vez, firmaram contratos fictícios com empresas de fachada em nome de laranjas. O destinatário final do dinheiro, de acordo com a investigação, seria o próprio deputado.

“Posteriormente essas empresas efetuaram saques em espécie e o dinheiro era entregue ao deputado, no seu escritório regional parlamentar em São Luís”, afirma relatório da PF sobre a operação.

Bloqueio

Ao autorizar a investigação, o ministro-relator no Supremo, Ricardo Lewandowski, determinou o bloqueio de mais de R$ 6 milhões em patrimônio do parlamentar. Anteontem, Maranhãozinho também foi alvo de operação da Polícia Civil e do Ministério Público maranhense que investiga suspeita de fraude em licitações R$ 160 milhões envolvendo uma de suas empresas.

Como desdobramento da Operação Descalabro, um novo inquérito foi aberto, em maio. Desta vez, além de Maranhãozinho, mais dois deputados e um senador são alvo. Procurado ontem pela reportagem, Maranhãozinho não se manifestou sobre o assunto.

Em uma das investigações, a PF encontrou papéis com nomes de parlamentares e menções a possíveis pagamentos de propina pela destinação de emendas parlamentares. O caso teve origem em denúncia feita pelo ex-prefeito de São José de Ribamar (MA), Eudes Sampaio, que se disse ameaçado por agiotas que buscavam obter porcentuais de recursos transferidos para a prefeitura.

Versão

A menção do ministro da CGU a investigações sobre vendas de emendas representou uma mudança de postura do governo em relação a irregularidades envolvendo a destinação de recursos via orçamento secreto, caso revelado pelo Estadão em maio. Se, no início, o discurso de ministros e do presidente Jair Bolsonaro era de que não havia nada de errado, agora o próprio chefe da CGU admite falta de transparência sobre os parlamentares por trás das indicações, mas joga a responsabilidade para o Congresso.

Chamado de “tratoraço” por envolver a compra de tratores, o esquema do orçamento secreto tem ajudado Bolsonaro a manter uma base fiel no Congresso e, com isso, escapar de processos de impeachment. Bilhões de reais foram distribuídos para um grupo de deputados e senadores que determinaram o que fazer com o dinheiro sem qualquer critério técnico ou transparência.

O esquema funciona com um conluio entre governo e parlamentares. O Palácio do Planalto escolhe para quem vai liberar dinheiro do orçamento secreto e aceita que o parlamentar indique o valor e o que deve ser feito com o montante, incluindo a cidade que irá receber. Em troca, o deputado ou senador favorecido apoia o governo no Congresso.

Segundo o Estadão apurou com integrantes do governo, a estratégia de ministros de tentar “terceirizar” a responsabilidade nos casos de irregularidade no orçamento secreto começou a ser traçada ainda em maio. Após as reportagens do Estadão, o ministro Rogério Marinho teve de se explicar a Bolsonaro. Em uma conversa, disse que, se houvesse qualquer problema, seria “na ponta”, ou seja, na execução de emendas por prefeitos, em conchavo com os parlamentares.

Um exemplo dessa mudança de discurso foi dado por Rosário na audiência da Câmara de anteontem. Ao tratar da falta de critérios dos ministérios para liberação de recursos, o ministros disse que “hoje o governo está seguindo o que o relator (do Orçamento no Congresso) indica”. E admitiu não saber quem são os parlamentares responsáveis por indicar recursos via emenda de relator-geral, que compõe o orçamento secreto. “Se o Parlamento não me informar quem está beneficiado, eu não sei”, disse o ministro.

Em setembro, Bolsonaro também adaptou o discurso. Após passar meses repetindo não haver corrupção no governo, disse que, se houver algum caso, a culpa não é dele. “Eliminou-se a corrupção? Obviamente que não. Podem acontecer problemas em alguns ministérios? Podem, mas não será da vontade nossa”, disse ele em evento da Caixa que marcou os mil dias de mandato. Do Estadão

Maranhense série B: Tuntum vence o Cordino e avcança para a semifinal

A equipe do Tuntum Esporte Clube garantiu sua classificação para semifinal da Série B do Campeonato Maranhense, partida que aconteceu na tarde desta quinta-feira (07) no Estádio Rafael Seabra, em Tuntum. A compacta equipe tuntunense enfrentou a equipe do Cordino da cidade de Barra do Corda, e de forma aguerrida venceu pelo placar de 1×0.

O gol foi assinalado no final do primeiro tempo, por volta do 46 minutos, Cris marcou e assegurou a classificação da equipe para a semifinal da competição. A torcida teve um papel importante na tarde de hoje comparecendo em peso pra incentivar o time, que jogou com mais vontade.

Com a importante vitória, o time de Tuntum se prepara para enfrentar a equipe de Timon, que conseguiu se classificar ao vencer Codó por 2×0 no estádio Renê Bayma, em Codó. O Cordino, por sua vez, enfrentará o Maranhão Atlético Clube, forte equipe da capital que havia vencido Tuntum.

A competição assegura o acesso do campeão e vice-campeão para a Série A, elite do futebol maranhense, para o ano de 2022. Colaboração Igor Leonardo

Daniella Tema condena violência política contra vereadora de Pedreiras e lamenta veto presidencial à distribuição de absorventes

Assecom / Dep Daniella Tema

Em pronunciamento durante sessão plenária, nesta quinta-feira (07), a deputada estadual Daniella Tema (DEM), mais uma vez, condenou o ato de violência política cometido contra a vereadora de Pedreiras, Katyane Leite (PTB), ocorrido no plenário da Câmara Municipal, onde foi impedida de falar pelo vereador Emanuel Nascimento (PL), que, deliberadamente, levantou-se e recolheu o microfone usado pela parlamentar para que ela não se manifestasse na sessão.

O comportamento hostil de Nascimento foi gravado e repercutiu em todo Maranhão, provocando repúdio de grande parte da classe política maranhense e da população.

“Primeiramente, manifesto minha solidariedade à vereadora Katyane Leite, que foi uma vítima pública da violência política. Comunico a todos que, após o ocorrido, como Procuradora da Mulher, entrei em contato imediatamente com a parlamentar municipal, para nos colocar à disposição na prestação de assistência. Além disso, fizemos uma Moção de Repúdio, que já foi encaminhada à Assembleia Legislativa”, afirmou a deputada.

Daniella disse também que está buscando amparo legal, junto ao Ministério Público do Maranhão, para que as medidas cabíveis sejam tomadas no sentido de fortalecer o combate a esse tipo de comportamento nas Casas Legislativas.

“Estamos buscando diálogo com o Procurador Geral de Justiça, Dr. Eduardo Nicolau, porque o Ministério Público precisa se manifestar diante do ocorrido, até porque essa não é uma ação de iniciativa privada, mas de iniciativa pública. Nós não compactuamos com esse tipo de comportamento e faremos tudo que estiver ao nosso alcance para que a mulher continue a ter voz, principalmente nesse cenário político”, frisou Tema.

A deputada prosseguiu seu discurso, relembrando o ataque machista e a violência política da qual foi vítima recentemente durante o cumprimento de agenda no município de Tuntum ao lado do governador Flávio Dino, que repreendeu a atitude dos que tentaram impedir a fala da parlamentar.

“Alguns dias atrás, eu – como deputada, passei por um episódio semelhante. Tive minha fala ceifada, através de um ato covarde na cidade de Tuntum. Portanto, ver uma vereadora dentro da própria Câmara Municipal ter sua fala também ceifada pelo vereador que covardemente fez isso, só nos mostra que nós precisamos de punições mais severas, de leis mais duras e que nós precisamos, de fato, nos unir. Ninguém vai calar a nossa voz. Conquistamos nossos direitos através de muita luta e, agora, não podemos deixar um homem calar a voz de uma mulher”, reforçou.

VETO PRESIDENCIAL

Daniella Tema ainda lamentou o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao 1º artigo do Projeto de Lei 4969/19, que trata sobre o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. O parágrafo previa a distribuição de absorventes femininos gratuitos com o objetivo de combater a precariedade menstrual no país. O PL foi proposto pela deputada federal Marília Arraes (PT-PE) e mais 34 parlamentares e havia sido aprovado pelos plenários da Câmara e do Senado.

“Outra coisa muito triste que ocorreu hoje, foi o veto do presidente Bolsonaro a respeito dos absorventes. A gente sabe que a pobreza menstrual é um problema no Brasil e precisa ser combatido. Infelizmente, tivemos esse retrocesso. E fatos como esses que eu trouxe hoje para esta sessão muito nos entristecem”, finalizou.

As aulas retornam 100% presenciais nas escolas da rede estadual

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) divulgou, nesta quarta-feira (6), o cronograma com as datas de retorno presencial das aulas em escolas da Rede Pública Estadual. O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, que autorizou o retorno de todas as aulas presenciais nas escolas da rede de ensino com condições adequadas.

Conforme o cronograma, o retorno inicia pelas turmas das terceiras séries do Ensino Médio, a partir desta quarta-feira (6), seguido pelos estudantes da 2ª série do Ensino Médio, a partir do dia 13 (quarta-feira) e, a partir do dia 18 (segunda-feira), retornam presencialmente as primeiras séries do Ensino Médio e demais anos ofertados pela Rede Estadual.

O secretário Felipe Camarão explica os fatores que levaram o Estado a tomar essa decisão, entre os quais os baixos índices de casos de Covid-19, registrados pelas autoridades sanitárias, e o direito à aprendizagem dos estudantes da rede pública. “O baixo número de pessoas infectadas pela Covid-19, a diminuição no número de internações, o avanço da vacinação dos profissionais da educação e dos adolescentes, possibilitam as condições para um retorno seguro e com muito respeito. Essa é uma medida também de justiça social, para que os nossos estudantes da rede pública tenham as mesmas oportunidades que os da rede particular, principalmente no desempenho em avaliações nacionais como o Enem e outros vestibulares”, apontou.

Também está autorizada a realização de atividades e práticas do componente curricular de Educação Física, que antes estavam limitadas ao espaço da sala de aula, eventos culturais, entre outros atos semelhantes nas escolas estaduais

Polícia Civil faz operação em Dom Pedro para cumprir mandados de prisão, busca e apreensão; sete pessoas foram presas

A Polícia Civil de Dom Pedro, com o apoio da 13ª Delegacia Regional de Presidente Dutra, regionais de Barra do Corda e Codó, além da participação do 18º Batalhão da Polícia Militar e Centro Tático Aéreo (CTA), deram cumprimento a 17 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão temporária e uma prisão preventiva.

Ação desencadeada com o fim de executar as determinações da justiça, prendeu ao todo sete pessoas, três foram presas em flagrante delito. Foram apreendidas drogas, celulares e dinheiro supostamente do tráfico. Em decorrência dos procedimentos, ainda foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e um Boletim Circunstanciado de Ocorrência (BCO).

A grande operação que reuniu dezenas de agentes de segurança de regionais distintas, teve o cunho de fazer cumprir rigorosamente todas as determinações do judiciário, impedindo que houvesse qualquer atropelo e fuga de indivíduos procurados e perigosos. Para os participantes, a operação atingiu seus objetivos e superou todas as expectativas, não ocorrendo nenhum imprevisto que viesse a atrapalhar o desdobramento da operação, uma das maiores já realizadas na região.

Flávio Dino anuncia Sebastião Madeira como novo presidente da GASMAR

O governador Flávio Dino (PSB), anunciou nas primeiras horas desta quarta-feira (6), que o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), é o novo presidente da GASMAR, empresa de economia mista responsável por gerenciar a exploração do gás natural no estado.

Madeira e Flávio Dino foram aliados entre 2014 e 2016, mas depois romperam, inclusive o ex-prefeito fez duras críticas ao governador nos anos de 2017 e 2018, tanto que acabou apoiando Roberto Rocha para o governo na última eleição.

Porém, Madeira se reaproximou através de Carlos Brandão e agora a sua volta ao Governo do Maranhão é mais um recado de Flávio Dino para os aliados políticos, deixando claro que o seu preferido para 2022 é o vice-governador.

Nos últimos anos, a GASMAR já foi comandada por Deoclides Macedo, atual prefeito de Porto Franco; Antonio Nunes, advogado e por Telma Thomé. DiegoEmir

Flávio Dino tem 55% de aprovação e Bolsonaro 58% de desaprovação

A gestão do governador Flávio Dino tem 55% de aprovação, segundo pesquisa Escutec encomendada pelo jornal O Estado do Maranhão, de propriedade da família Sarney. 41% dos entrevistados disseram desaprovar. Já 4% disseram não saber ou não responderam.

Sobre a avaliação do governo de Flávio Dino, 10% dos entrevistados disseram ser ótima. Outros 23% garantem ser boa e 37% considera regular a gestão estadual. Avaliaram como ruim 11% e 15% disseram que o governo Dino é péssimo. Disseram não saber ou não responderam, 4% dos ouvidos.

Em relação à administração do presidente Jair Bolsonaro, 7% disseram ser ótima, 16% considera boa e 28% afirmaram ser regular. Outros 11% disseram ser ruim e 34%, péssima. Afirmaram não saber ou não responderam, 4% dos eleitores.

Já sobre a aprovação da gestão federal, 38% afirmaram que aprovam e outros 58% disseram desaprovar. Outros 4% não sabem ou não responderam.

O instituto Escutec ouviu 1,4 mil eleitores nos dias 23 a 30 de setembro. Tem intervalo de confiança de 90% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Do JohnCutrim

Trabalhador diz que está sendo perseguido por secretários da Prefeitura de Tuntum por vender seus produtos na praça

Caminhão de outro município ocupando o lugar onde trabalhava o tuntunense Antonio Francisco

A editoria do blog do Lobão foi procurada pelo trabalhador e micro empresário do ramo e fornecimento de plantas ornamentais, Antonio Francisco Rodrigues de Oliveira, proprietário de um viveiro na rua Frederico Coelho, que assegura que está sendo impedido de desenvolver suas atividades comerciais no entorno da praça São Francisco de Assis, local onde costumeiramente ele e outros vendedores expõe seus produtos e tira o ganha pão de sua família.

Antonio Francisco narrou que já foi abordado em duas ocasiões por dois secretários da Prefeitura de Tuntum que lhes pediram pra retirar o carro que estava estacionado com seus produtos ao lado da praça, pois segundo os dois agentes públicos, Francisco estaria causando desorganização no local e a ordem que tinham recebido do prefeito era pra que ele se retirasse, caso resistisse iriam chamar a polícia. Temeroso s ameaças e possíveis retaliações por parte da polícia, Francisco abandonou seu posto de trabalho há dois meses.

Loja de outro município vendendo na praça Paulo Andrade

Para realizar suas atividades de camelô, assim como dezenas se instalam durante a segunda-feira, Francisco utiliza um veículo de passeio com uma pequena carroça atrás contendo vários de tipos de plantas e estaciona na lateral da praça, sentido avenida Dr. Joacy Pinheiro. O tempo que ocupa é cerca de cinco horas, das 7h ao meio dia, não provocando sujeira e nem causando danos físicos. Segundo ele, a regra passou a valer somente à sua pessoa, já que outros vendedores, inclusive de outros municípios, estão vendendo os mesmos produtos e trabalhando normalmente sem serem importunados ou proibidos de exercer suas atividades comerciais.

“Os dois secretários foram lá onde eu trabalho, me notificaram, depois falaram se eu insistisse eles iam chamar a polícia. Então, eu que sou da cidade não posso trabalhar lá, ou outros de fora pode. Pra mim isso pessoal. Os clientes chegam aqui e eu digo que não vou mais pra lá porque me proibiram, e eles não acreditam, falam que estou com brincadeira, que isso não pode”, disse o trabalhador.

Ontem, segunda-feira (04), no mesmo local onde costumeiramente Antonio Francisco estaciona seu carro para vender seus produtos, tinha um carro de outro município, bem maior que o seu, vendendo plantas ornamentais normalmente e sem nenhum incômodo. Do lado, na praça Paulo Andrade, tinha uma conhecida loja da região ocupando toda sua extensão e vendendo seus produtos. Será se está havendo dois pesos e duas medidas? Ou o trabalhador Antonio Francisco está sendo perseguido pelos agentes públicos?

Rebanho bovino maranhense aumenta 3,9%; veja o tamanho do rebanho dos municípios da região

Houve expansão de 3,9% na passagem de 2019 para 2020

A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) aponta que o rebanho de gado bovino no Maranhão voltou a crescer, em 2020, com percentual mais alto do que a média nacional: 3,9% frente a 1,5%. Em 2019, comparado a 2018, o efetivo bovino no estado tinha crescido 2,8% e no Brasil, 0,6%, performance que vem provocando aumento da participação deste segmento pecuário no país.

Segundo o IBGE, o Maranhão, com 8.323.445 animais, tem o 12º maior rebanho bovino do país e o segundo da região Nordeste, perdendo apenas para a Bahia, que tem 9.748.632 de cabeças. O Estado do Mato Grosso continua na liderança do ranking nacional, com 32.705.525 de reses, ou seja, 15,0% do total nacional.

  • Recorte Territorial 2018 2019 2020
  • Brasil – 2018 (213.809.445), 2019 (215.008.958) e 2020 (218.150.298)
  • Maranhão 0 2019 (7.793.180), 2019 (8.008.643) e 2020 (8.323.445)

VEJA A QUANTIDADE DO REBANHO BOVINO DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO
Tuntum: 132.127
P. Dutra: 67.530
São Domingos: 61.548
Joselândia: 16.744
Santa Filomena do Maranhão: 22.598
Dom Pedro: 20.642
São José dos Basílios: 14.406
Colinas: 77.325
Fortuna: 37.230
Graça Aranha: 10.361
Senador Alexandre Costa: 16.833
Gonçalves Dias: 39.864
Governador Archer: 34.126
Governador Eugênio Barros: 28.390

Barra do Corda: 137.384

Grajaú: 202.849

Fernando Falcão: 23.287

Mirador: 47.350

Governador Luiz Rocha: 13.435

Açailândia, na microrregião geográfica de Imperatriz, continua na liderança do criatório bovino maranhense, com um plantel de 340.906 reses, correspondendo a 4,1% do rebanho estadual. Amarante do Maranhão, também na microrregião geográfica de Imperatriz, tem o segundo maior rebanho bovino do Estado, com 279.813 cabeças, o que corresponde a 3,4% do total do Estado.

As microrregiões do Pindaré e de Imperatriz possuem os maiores rebanhos bovinos do Maranhão: 1.625.781 (19,5%) e 1.583.119 (19,0%).

Suínos – Em relação ao rebanho suíno, o Maranhão, que possui o 12º maior rebanho do país, 2,5% do contingente nacional, teve em 2020 uma redução no seu plantel. Eram 1.031.222 cabeças em 2019 e ano passado chegou a 1.030.544, uma pequena redução de 0,07%. O contrário aconteceu em nível de Brasil e Nordeste: aumento de 1,40% e 1,04%, respectivamente.

Vargem Grande, na microrregião de Itapecuru Mirim, continua na dianteira do criatório de porcos no estado, com 45.142 cabeças, 4,4% do contingente global estadual. A seguir, vem Pirapemas, na mesma microrregião, com 37.659 cabeças, 3,7% do plantel estadual. A microrregião, porém, que tem o maior contingente de efetivo da suinocultura no Estado é a Baixada Maranhense: 143.283 unidades, 13,9% do efetivo maranhense.

Avicultura – O plantel de galináceos, tipo galinha, também teve queda (-2,12%) no Maranhão na passagem de 2019 para 2020. Eram 2.623.185 unidades em 2019 e, em 2020, 2.567.499. No Brasil, o número de galinhas aumentou 2,0%, em 2020, atingindo um total de 252,6 milhões de unidades.

O Maranhão tinha o 18º efetivo de galináceos do Brasil, e o quinto maior na região Nordeste, sendo superado por Pernambuco (13.939.678), Ceará (13.248.356s), Bahia (6.844.334) e Paraíba (2.811.603). Desde 2018 que o efetivo de galináceos vem diminuindo no Maranhão.

Búfalos – Sobre o rebanho bubalino, o mesmo, de 2015 a 2017, vinha aumentando no Maranhão, mas por dois anos consecutivos, 2018 e 2019, retraiu-se, voltando a crescer em 2020, 5,4%, inclusive acima da média do país: 4,8%.

O Maranhão possui o quarto maior rebanho bubalino do país, com 6,3% do efetiv

Gasolina mais cara: 4 motivos para disparada de preço dos combustíveis

Os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam a oitava alta consecutiva na semana até 25 de setembro, em meio a novos recordes na cotação do barril de petróleo e de temores de uma crise energética na Europa.

Entenda, a seguir, quatro fatores que ajudam a explicar por que os preços subiram tanto nos últimos meses — e por que a tendência, pelo menos no curto prazo, não é de alívio.

1. Aumento da demanda

A cotação do petróleo vem em uma sequência de alta forte desde o início do ano. O preço do barril do tipo Brent, referência internacional, passou de US$ 80 na terça-feira (28/9) pela primeira vez desde outubro de 2018.

Uma parte do aumento se deve à maior demanda. Os programas de vacinação contra a covid-19 têm permitido que diversos países reabram suas economias — e o impacto da retomada tem sido em algumas regiões mais forte do que o esperado.

Mas essa não é a única razão.

Como explica a professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Julia Braga, a China vem usando mais gás natural como substituto do carvão em suas termelétricas. A medida é parte do esforço do país para cumprir as metas para redução da emissão de poluentes e entra na política de médio e longo prazo de transição energética da China.

“Isso também pressiona o preço do barril”, ressalta.

O preço do gás natural disparou nas últimas semanas com o maior consumo também na Europa, surpreendida pela redução da geração de energia renovável, que vinha tendo papel cada vez mais importante na matriz da região.

Muitos dos parques eólicos do continente estão produzindo menos do que a capacidade porque tem ventado menos. Nesta quarta (29/9), a SSE Renewables, empresa britânica do setor, afirmou em comunicado que sua produção entre abril e setembro ficou 32% abaixo do previsto e apontou como uma das razões o fato de o último verão ter sido um dos que menos ventou na Irlanda e Reino Unido.

O cenário acendeu um alerta entre as autoridades, ante a iminência da chegada do inverno no continente, quando o consumo de energia sazonalmente cresce.

2. Restrição de oferta

Se a demanda por petróleo e derivados cresceu de um lado, a oferta não acompanhou.
Uma das razões vem da própria dinâmica da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), um cartel que reúne 13 países e concentra cerca de 33% da produção global da commodity (por volta de 30 milhões de barris por dia).

O grupo muitas vezes limita a produção para evitar quedas substanciais nos preços ou mesmo valorizar a cotação do barril.

Isso aconteceu no ano passado, quando a Opep decidiu cortar a produção por conta da pandemia. As atividades estão sendo normalizadas gradativamente, com a expectativa de que a oferta seja completamente retomada até dezembro de 2022.

A demanda, contudo, vem crescendo em ritmo mais rápido.

O salto no preço do barril nos últimos meses tem levado países como os Estados Unidos a pressionar a Opep e seus aliados (que formam, com a organização, a Opep+) a acelerar a retomada. Assim como no Brasil, o preço da gasolina nos EUA deu um salto em 2021.

3. Dólar alto


A valorização do barril de petróleo tem um duplo efeito para países como o Brasil, que passam por uma profunda desvalorização cambial.

O preço sobe não apenas porque a commodity em si custa mais, mas porque o dólar também está mais caro.

Uma série de fatores explica porque a moeda americana tem se mantido em patamar elevado, acima de R$ 5 por dólar. Alguns são externos, como a expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos e de retirada do programa de estímulos monetários, outros, internos.

“Aí entra muito da crise institucional, a briga entre os poderes”, explica Braga.

“E essa imagem muito ruim que o Brasil passa para o mundo inteiro, não apenas na parte política, mas também a visão anti-Ciência [do governo], a política ambiental, com aumento das queimadas, em um momento em que o mundo está cada vez mais sensível a essas questões. Tudo isso acaba afetando a decisão dos investidores internacionais de apostar no Brasil”, avalia.

4. Elevação dos preços de biocombustíveis

Os biocombustíveis que entram na composição da gasolina e do diesel também experimentam forte alta, contribuindo para pressionar o preço final dos combustíveis.

O álcool anidro responde por 27% do litro da gasolina vendida dos postos; já o biodiesel hoje equivale a 10% do diesel que sai das bombas.

O primeiro acumula alta de quase 60% desde o início do ano, conforme os dados do Cepea/Esalq. O salto é consequência direta dos efeitos climáticos adversos que têm se abatido sobre o país: a falta de chuvas e as geadas de junho e julho reduziram a produção das lavouras de cana-de-açúcar, sua matéria-prima.

A soja usada no biodiesel, por sua vez, também está mais cara. Com maior demanda e a oferta também prejudicada pelas estiagens, a cotação da commodity acumula alta de mais de 70%.

E a Petrobras?

O dólar e a cotação do petróleo vêm tendo mais influência sobre os preços de combustíveis no Brasil desde 2016, quando a Petrobras passou a praticar o Preço de Paridade Internacional (PPI), que se orienta pelas flutuações do mercado internacional.

A mudança de política foi uma resposta ao controle de preços que vigorou na estatal entre 2011 e 2014 como parte de uma estratégia do governo da então presidente Dilma Rousseff (PT) para segurar a inflação.

O caixa da companhia foi duramente afetado. De um lado, arrecadava menos que o potencial; de outro, chegava a subsidiar o preço, importando muitas vezes combustível mais caro e vendendo-o mais barato no mercado interno para fazer frente à demanda.

Os desequilíbrios levaram a empresa a elevar seu nível de endividamento, comprometendo a capacidade de investimento. Esse também foi um período em que bilhões em recursos foram desviados em grandes esquemas de corrupção.

Apesar de a estatal não ter monopólio sobre o refino no Brasil, a Petrobras ainda é a principal fornecedora de combustíveis no país. É dona de 13 das 18 refinarias em território nacional e concentra 98,6% da capacidade total de produção, conforme os dados da ANP relativos a 2020. Assim, os preços praticados pela empresa acabam tendo reflexo sobre toda a cadeia.

É uma companhia de economia mista e com capital aberto, com investidores privados. A União, contudo, é acionista majoritária.

Nos últimos anos, a companhia não apenas mudou sua política de preços. Ela também mudou seu foco, hoje mais concentrado na extração de petróleo do que no refino, pontua a professora da UFF Julia Braga. O chamado “plano de desinvestimento” da estatal prevê a venda de 8 de suas 13 refinarias.

“O pré-sal é um sucesso retumbante, tem um custo baixíssimo, enquanto a parte do refino não tem tanta competitividade. Então prevaleceu essa ideia de ‘desverticalizar’ para preservar sua geração de lucro”, afirma a economista.

Uma capacidade menor de refino, diz a economista, significa maior dependência das importações, o que deixa a empresa com menor margem de manobra para amortecer as flutuações do mercado internacional sobre os preços.

“Agora a gente está vendo que esse outro extremo [em termos de visão para a empresa] ‘cobra seu preço’. Você perde esse instrumento que poderia ser usado para tentar não repassar de imediato toda a volatilidade que se vê nos preços do petróleo”, completa.

E o ICMS?


No caso da gasolina, a Petrobras responde por cerca de 34% do preço pago pelos consumidores. A estrutura de precificação foi utilizada nesta semana pelo presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, como argumento para defender a atual política de preços. Na ocasião, ele afirmou que “tudo o que excede R$ 2” não é responsabilidade da companhia.

Além dos 34% da Petrobras, cerca de 16,5% representam o custo do etanol anidro, 10,7% vão para distribuição e revenda, 11,3% correspondem aos tributos federais PIS/Pasep e Cofins e 27,7% ao ICMS, tributo estadual.

Há meses o ICMS tem sido objeto de atritos entre o governo federal e os Estados. No fim de agosto, Bolsonaro chegou a afirmar em entrevista que a alta dos combustíveis se devia à “ganância dos governadores”.

Nesse sentido, Braga pondera que as alíquotas de ICMS praticadas pelos Estados não foram alteradas e, assim, não se pode atribuir o aumento nos preços ao tributo.

O valor nominal de ICMS pago por litro de combustível cresceu porque seu custo, usado como base para o cálculo, está maior.

As alíquotas, contudo, são as mesmas praticadas antes da atual crise: tanto em maio do ano passado, quando a gasolina custava em média R$ 4,00, quanto neste mês de setembro, com o preço a R$ 6, o percentual cobrado em São Paulo, por exemplo, é o mesmo, 25%. Da BBC

Projetos de Lei altera quatro nomes de prédios públicos e uma rua em Tuntum

A Câmara de Vereadores de Tuntum, por unanimidade, aprovou recentemente a mudança do nome de uma rua e quatro prédios públicos. Os Projetos de Lei são dos vereadores Joaceles Araújo (PSD) e Valcenor Soares de Carvalho (PSC), que entendem que as alterações com denominações de pessoas vivas são essenciais para homenagear personalidades do passado já falecidas, tornando mais do que justa a homenagem, mas não desmerecendo os atuais homenageados, que são figuras de respeito social.

Dos cinco projetos já aprovados, quatro são do vereador Joaceles, o Jota, que são: alteração do nome da quadra esportiva do Complexo Educacional, Antonio dos Reis Barros Teixeira, pelo nome do saudoso professor Antônio Francisco Oliveira dos Santos, o professor Toinho; modificação da homenagem à professora Maria da Salete no prédio da escola do Residencial Maia Helena, para Pedrina Fernandes Brito; modificação da homenagem da escola do bairro Luisão, que leva o nome da professora Gilsa Léda, por Luzia Carvalho Oliveira Léda (Dona Neném), mãe da própria professora Gilsa Léda e do ex-prefeito Pires Léda; denominação do prédio da Secretaria de Esporte e Lazer para Carlos Augusto Oliveira Léda, o Carlito Léda.

A última proposição, que é do vereador Valcenor, altera o nome da rua Eugênio Barros, que passará a ser denominada de José Justino e Silva, o ex-vereador Zé da Mata, que morreu recentemente. As modificações são aparadas por normas legais e não ferem nenhum princípio constitucional. O vereador Jota ao propor suas modificações, agiu com inteligência trocando os nomes, em três dos quatro projetos, por nomes de parentes próximos. Já o vereador Valcenor na sua justa homenagem, faz alterar a denominação da Rua Eugênio Barros, ex-governador, pelo nome de um ilustre morador da própria rua.

Aliados sugerem que Bolsonaro faça ‘ato patriótico’ e desista de reeleição

Aliados do agronegócio e os evangélicos vêm sugerindo a interlocutores diretos do presidente para que ele desista da reeleição e ainda indique um de seus ministros para a disputa presidencial

Aliados do presidente  Jair Bolsonaro (sem partido) de dois segmentos estratégicos, o agronegócio e os evangélicos, vêm sugerindo a interlocutores diretos do mandatário que ele faça um “ato patriótico” e desista da reeleição. As informações foram publicadas pelo jornalista Guilherme Amado, do jornal ‘Metrópoles’.

Segundo a coluna, aliados próximos ao presidente consideram que a reeleição não seria o melhor caminho no momento e por isso pediram ao presidente para que fizesse esse “ato patriótico”.

Além da desistência pela reeleição no próximo ano, os aliados ainda teriam pedido para que Bolsonaro indicasse em seu lugar o ministro Tarcísio Freitas, do Ministério da Infraestrutura, para presidente.

A ideia dos aliados é evitar uma derrota de Bolsonaro no próximo pleito presidencial. Pesquisas mostram que Bolsonaro perderia para Lula em praticamente todos os cenários, seja no primeiro ou segundo turno. Do Ig

Dino volta a elogiar Brandão: ‘Tem o atributo da lealdade’

Às vésperas de anunciar sua decisão sobre quem apoiar na disputa pelo Governo do Maranhão em 2022, o governador Flávio Dino (PSB) deu mais um sinal de que prefere mesmo a candidatura do seu vice-governador, Carlos Brandão (PSDB).

Em agenda do Executivo durante o fim de semana, o socialista destacou a lealdade do tucano e mencionou o fato de que, assim como ele, o tucano também conhece bem o Maranhão e as obras e ações da gestão estadual.

“Eu quero homenagear o vice-governador Carlos Brandão, pedir uma salva de palmas a ele. O Brandão, assim como eu, conhece cada pedaço, cada obra, cada meta do Governo do Estado e me ajuda muito todos os dias, nesses anos todos. E tem algo importante: o atributo da lealdade”, destacou Flávio Dino. Do GilbertoLeda

Preso suspeito de participar da morte do advogado da cidade de Balsas

O suspeito, identificado como João Vitor Alves Feitosa, foi preso na periferia da cidade de Balsas, escondido dentro de uma caixa d’água de uma casa, tentando escapar da polícia.

A Polícia Civil prendeu, na madrugada desse sábado (2), um dos suspeitos de matar o advogado Jaime Pereira, no dia 10 de setembro, na cidade de Balsas, a 810 km de São Luís.

Identificado como João Vitor Alves Feitosa, o suspeito foi preso escondido dentro de uma caixa d’água de uma casa, no Bairro Veneza, na periferia da cidade, tentando escapar da polícia.

João Feitosa teria ajudado a espancar, matar e esconder o corpo do advogado em um matagal.

Advogado Jaime Pereira

“Quando ingressamos no imóvel, aparentemente, estava só o proprietário, mas nós percebemos alguns indícios que apontavam que tinha mais alguém no local”, disse o delegado Fagno Vieira, titular da Delegacia Regional de Balsas.

O corpo do advogado Jaime Pereira, de 33 anos, foi encontrado no dia 13 de setembro, enrolado em lençóis, em uma área de matagal no povoado Jenipapo, na zona rural de Balsas.

Depoimento

Em depoimento, João Vitor confessou que foi procurado por Lyncoln Jackson para esconder o corpo do advogado Jaime Pereira. O suspeito disse, ainda, que não estava no carro que entrou na casa do advogado, na noite do dia 10 de setembro.

No entanto, de acordo com as investigações da Polícia Civil, João Vitor estava dentro do carro flagrado entrando na casa do advogado, na noite do crime, e teria ajudado Lyncoln Jackson a espancar e depois matar o advogado Jaime Pereira.

Foragido

Lyncoln Jackson Monteiro, apontado como o autor da morte do advogado, continua foragido.

Segundo as investigações, o advogado Jaime Pereira, que mantinha uma relação íntima com Lyncoln, estava sendo alvo de extorsão.

A moto que Lyncoln usava, avaliada em 38 mil reais, havia sido financiada em nome do advogado, que pagava as prestações.

Inquérito

A polícia espera alguns laudos para esclarecer o crime e encerrar o inquérito.

“Com relação a autoria, é muito claro que foi o João Vitor e o Lyncoln e aguardamos alguns laudos periciais para que a gente conclua esse inquérito”, afirmou o delegado. Do GilbertoLima