NOVA CANETADA: Prefeito Raimundinho da Audiolar exonera pai do presidente da Câmara e secretário de Esportes, irmão de vereador

A caneta sem dó e piedade do prefeito de Presidente Dutra, Raimundinho da Audiolar (Republicanos) voltou a ser usada na tarde de ontem (9) para um ‘atributo’ que está virando rotina na gestão, exonerar funcionários, não importando o escalão ou grau de parentesco com quem quer que seja, até parece que ele segue religiosamente a aquele velho ditado: “escreveu, não leu, o pau comeu”.

As “vítimas” de Raimundinho “Malvadeza” dessa vez foram o ex-vereador Zezão, um expoente da política local, pai do presidente da Câmara, Aristeu Nunes; Luís Carlos dos Santos Sousa, conhecido por Luizinho, secretário de Esporte, Lazer e Juventude, irmão do vereador Mano Pingo de Gente (Republicanos).

Até o presente momento os motivos são alheios, mas já aventa no seio da política local que coincidentemente a ira do prefeito veio se acender, supostamente, depois que ele encaminhou um Projeto de Lei para a Câmara pedindo autorização para implantar em todo município um Sistema Autônomo de Abastecimento de Água (SAAA), que supostamente taxaria a população urbana e rural.

O projeto, que nem se quer foi pautado pelo presidente Aristeu Nunes, não teria agradado alguns membros da própria base do governo, que, antecipadamente, teriam discordado do seu conteúdo.

Na mesma sessão da Câmara, o presidente também teria deixado de colocar na pauta outro projeto de autoria do executivo, o que transformaria em lei o Código Tributário Municipal. Há fortes suspeitas de que o mandatário não teria sido muito simpático também com segunda atitude de Aristeu Nunes.

O vereador Mano Pingo de Gente, por sua vez, teria de forma antecipada feito um pedido de vistas de um dos projetos, que para muitos, ficou entendido como uma forma de protelar a tramitação. Diante do exposto, especula-se que as duas exonerações podem ter um vínculo forte por conta do comportamento dos dois edis. Será?

Os recados de Raimundinho da Audiolar estão sendo dado desde o início de sua gestão, de lá até hoje, ele não poupa quase que ninguém que contraria suas decisões, possivelmente entendendo que sua autoridade é intocável e que todos tenham que lê na sua cartilha, mesmo que alguém não saiba nem soletrar.

O fato, é que Raimundinho vem fazendo justamente aquilo que fazia no privado, ou seja, quando gerenciava suas empresas, agindo com rigor e pedindo o máximo de produção de seus colaboradores, que não é errado, porém, causa sérios danos no mundo político o excesso de rigor no público, deixando muitas ranhuras para um futuro político.

Caso haja rompimento por causa dos últimos atos praticados por sua excelência, Raimundinho começa a pisar em um campo minado arado por ele mesmo, arregimentando para si uma coleção de adversários que ele próprio vêm criando, dando força e vigor a quem aparentava estar adormecido, que de longe aplaude os erros cometidos quase que diariamente. Se tudo que falam do estilo de administrar de Raimundinho da Audiolar for verdade, está na hora de ele deixar um pouco as emoções e agir com a razão, antes que os novos sonhos desçam pelo ralo.

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